Eu Eduardo, sou gestor comercial de uma indústria de equipamentos para a reciclagem de todos os tipos de materiais sólidos, e considero ser este um dos setores que mais requerem investimentos e que mais podem gerar lucros a seus investidores.
Hoje nosso foco são a reciclagem dos pneus inservíveis, que após o processo de reciclagem são transformados em produtos 100% comercializáveis.
Vamos comentar sobre o plástico, que é o representa maiores riscos pelo seu volume e componentes. Em 2018 a indústria gerou quase 500 milhões de toneladas do material, e apenas 15% dos produtos derivados do plástico são reciclados no mundo todo.
Para colaborar na tarefa de encontrar o que pode ser reciclado, algumas empresas estão buscando soluções tecnológicas. Um exemplo é a AMP Robotics que, em parceria com a prefeitura da cidade de Carton, nos EUA, e com a empresa de coleta de resíduos Alpine Waste & Recycling, está desenvolvendo um robô que utiliza um sistema baseado em inteligência artificial e uma estrutura de captação de imagens para fazer a separação dos materiais.
A máquina é chamada de Clarke e vem trabalhando nas instalações da Alpine há um ano. A câmera instalada nele é utilizada para identificar recipientes de leite, suco e comida, para daí um braço mecânico coletar esses itens e separá-los dos demais.
O robô consegue separar até 60 recipientes por minuto, 20 a mais do que um trabalhador humano. Mas de qualquer forma, boa parte do esforço de reciclagem ainda depende da separação correta dos resíduos. Talvez a gente não deva depender dos robôs para nos ajudar a fazer isso, ou vamos nos ver em meio a pilhas de plástico muito antes do que esperamos.