O empreendedorismo no Brasil sempre esteve presente ao longo de sua história, desde as tribos indígenas, passando pela chegada dos portugueses e a colonização, até o começo da industrialização. Mas foi a partir do final do século XVII que o país começou a ser palco de grandes projetos empreendedores.

A Primeira Revolução Industrial europeia chegou no Brasil trazendo a necessidade de construção de infraestruturas de transporte para escoamento de mercadorias, e dentro deste contexto, se despontou Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá. Ele desenvolveu inúmeros projetos comerciais, desde a fabricação de engenhos de açúcar a empreendimentos mais inovadores para a época, como a primeira ferrovia brasileira (Petrópolis ao RJ) e a primeira rodovia pavimentada do país, entre Petrópolis e Juiz de Fora, em 1856.

Mas foi somente nos anos 90, no período pós-ditadura, que com a abertura econômica, a entrada de capital estrangeiro e aumento da competitividade, que a cultura empreendedora cresceu no país.
Um dos maiores empreendedores dos anos 1990 foi Luiz de Queirós, precursor do agronegócio, incentivador da pesquisa científica no setor, e criador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.

Na área alimentícia tivemos Attilio Francisco Xavier Fontana, criador da Sadia (depois se fundiu com a Perdigão e virou a gigante BR Foods), e Valentim de Santos Diniz, um dos fundadores da rede de supermercados Pão de Açúcar, que começou como uma doceria, e com o tempo se transformou em um grande conglomerado de supermercados e outros empreendimentos. Seu modelo de negócio revolucionou o varejo com novas formas de atendimento ao cliente, e suas técnicas de vendas e administração influenciam até hoje os padrões de consumo e comportamento do setor.

Outro expoente foi José Ermírio de Moraes, que, ao se casar com a filha do dono da fábrica de tecidos Votorantim, assumiu a liderança da empresa e a expandiu para vários seguimentos (têxtil, siderurgia, metalurgia e produtos químicos).

Para empreender é importante ter resiliência, criatividade e buscar conhecer os caminhos certos, além de ter parceiros de confiança. Assim, novas ideias ganharam espaço e novos negócios serão criados, estimulando o empreendedorismo.